18 de dezembro de 2006

Vêm aí o Natal...

Ainda faltam alguns dias para o Natal, mas em todo o lado já cheira a época natalícia.
Confesso que este ano não estou com o espiríto de Natal e a data só não me passa ao lado devido à já habitual azáfama natalícia. Montar a árvore, comprar os presentes... Pela primeira vez não me guardei para os últimos dias, antes do Natal, para comprar as prendas. Assim evitei "dores de cabeça" nos centros comerciais.
Temo ter perdido a magia do Natal... Tive que me adaptar á sociedade que está cada vez mais consumista nesta época e que parece ter esquecido o verdadeiro espírito de Natal.
Lembro-me, de quando era mais criança, de escrever a carta para o Pai Natal. Embora não fosse possível receber tudo o que pedia, ficava contente, só de desembrulhar os presentes que me eram dados. Hoje em dia, não sabem o que me dar e, ao invés de presentes, dão-me envelopes. Assim, a alegria que sentia no abrir das prendas já pouco acontece. Perde-se o factor surpresa para mais tarde ser eu a comprar as minhas prendas (o que às vezes não acontece porque acabo por ter outros gastos e recambiar o dinheiro para outras coisas).
Mas, o que mais gosto no Natal até nem são as prendas. É o facto de a família estar reunida e, por momentos, se esquecerem as adversidades da vida, enquanto se come o bacalhau... Dou muito valor á família e é talvez por isso que
ainda tenho esperanças que a magia do Natal possa
sempre acontecer até ao último minuto.

QUE TENHAM UM FELIZ NATAL

8 de dezembro de 2006

PORQUE CHORAM OS OLHOS?

Quando o coração sofre,
Porque choram os olhos?
Porque caem as lágrimas
Sem se querer?
Choram os meus olhos
Só por não te ver.
Sabes porque choram
Os meus olhos?
Choram a minha tristeza
Por estar descontente
Deste absurdo sonho
Que já pouco se sente.
Porque choram os meus olhos?
Eles só mostram a saudade
Que está presente,
O sentimento que está ausente...


SUSANA CUNHA

20 de novembro de 2006

A LÁGRIMA QUE TE DOU

Por vezes a inspiração é fruto da melancolia...



A lágrima que te dou,
Caí do meu peito por amor.
A lágrima que te dou,
Chorei-a hoje com a dor.
Esta lágrima salgada
No peito aqui cravada
É lágrima sozinha,
De mal amada.
A lágrima que te dou
Não a queria ter dado
É lágrima de dor
Por não te ter ao meu lado.

SUSANA CUNHA

18 de novembro de 2006

Deixa-me...









Foto tirada por Susana Cunha


Deixa-me morrer
Para depois renascer.
Deixa-me viver
Não me faças sofrer.

Quero apenas desaparecer
Porque não me consigo esconder?

Deixa-me em paz
(Mas não quero que te vás!)
Faz-me sorrir
Sem te ver partir...

Quero apenas ser feliz
Deixa-me ser feliz.


Susana Cunha

6 de novembro de 2006

Mata-me ou Ensina-me a viver



Deixa-me viver
Ou mata-me duma vez!
Estou farta do esconde-esconde
Em que se tornou a minha vida...

Deixa-me morrer
Ou ressuscita-me duma vez
E diz-me apenas o que queres.

Assina a minha sentença de morte
Ou dá-me elixir suficiente
Para a eternidade.

De qualquer das formas,
Acaba com a tortura...
Ou trazes-me a felicidade
Ou deixas-me na saudade.

Entende, não sei viver
Com esta escuridão...

SUSANA CUNHA

5 de novembro de 2006

LONGE DE TUDO

Longe de tudo,
Mais perto de mim.
Percorro o meu mundo
Esquecendo-me do fim.
Deixo-me levar
Pelas asas do vento,
Consigo voar
E o sonho é o meu alento.
Este meu mundo
Que não pára um segundo,
Faz parte de mim...
Bem longe de tudo,
Sinto-me leve.
Longe de tudo,
Onde o “Querer é Poder”
Basta sonhar, perdoar
Enfim... VIVER

21 de outubro de 2006

DÁ-ME TEMPO

Afinal só precisava de tempo para me inspirar


Dá-me tempo

Dá-me tempo
Para me encontrar
E dá-me tempo
Quando eu chorar.
Dá-me tempo
Para eu saber
Quantas coisas
Posso eu estar a perder.
Dá-me tempo
Para eu ver
Se o que tenho
Posso afinal não ter.
Dá-me tempo
Para sentir
E dá-me tempo
Para eu sorrir.
Dá-me tempo
Quando no final,
Só restar tu e eu.
E dá-me tempo
Para me habituar
Que só estás cá
Para me amar!

SUSANA CUNHA

19 de outubro de 2006

Desculpem a falta de actualização do blog, mas ando sem inspiração e sem vontade de escrever. Talvez quando algumas das coisas com que me deparo, ficarem resolvidas, a inspiração volte.

Hoje resolvi deixar uma das minhas muitas músicas preferidas...




Já tem uns anitos, mas sempre gostei dela, faz-me lembrar de muitas coisas :-D

8 de outubro de 2006


Nada melhor do que um convite fora de horas para um destino decidido na hora. Pois é, este Sábado recebi um convite para ir passear, o qual aceitei prontamente e, quando já íamos a caminho, informaram-me que o destino era Évora. Foi uma tarde em cheio.
Arrancamos cá de casa as 13h30 e as 15h, chegamos a Évora. Primeira paragem; Capelinha dos Ossos. Tinha a sensação que era maior, até porque nos cobraram à entrada 1,5€. Depois, como não levávamos connosco nenhum mapa, toca a explorar Évora em busca do Templo Romano (conhecido como Templo de Diana). Após uma meia hora a subir, lá estava ele, imponente na sua grandeza. A última vez que o visitara ainda se podia subir até às suas ruínas, hoje em dia, tal já não é possível. Para cúmulo, eu deixara a minha velha máquina fotográfica em casa e quem tinha digital, esquecera-se das pilhas. Daí surgiu a nossa segunda aventura (a primeira havia sido descobrir onde estava o Templo): encontrar um loja aberta onde houvesse pilhas, o que foi complicado, estava tudo fechado, mas depois de termos descido as ruas, lá encontramos uma aberta. Depois de um lanche na praça do Geraldo e após termos recuperado forças, resolvemos tornar a subir as ruas para tirarmos as ditas fotos. Parecia mal irmos a Évora e não termos uma recordação do Templo, prova de que realmente estivéramos lá.
Desta vez não fui ver as igrejas porque, quem me acompanhava não é grande apreciador de Arte Sacra como eu, fica para a próxima. Não fiquei triste porque já tinha estado em Évora e visto a Sé e o museu de Arte Sacra que existe nele, algo que aconselho vivamente a visitar, é lindo!!!
Por volta das 18h30 já estava de volta na minha casita.
Mas enganem-se se pensam que o dia ficou por aqui! Qual quê, também tenho ideias à última hora por isso, toca a telefonar à minha FS2 para irmos tomar um chá fora de horas no Akbar e assim terminar o dia da melhor maneira.

2 de outubro de 2006

ME ENCONTRO

Ultimamente não tenho actualizado o blog mas tudo tem uma justificação: andei ocupada com os ultimos exames do mestrado.
No entanto, não tenho descurado da minha paixão que são os poemas e entre uma hora e outra, lá vou tendo inspiração para os escrever.



Me encontro

Me encontro nestes versos,
Nas frases que são escritas,
Não nas palavras que são só ditas.

Me encontro ao imaginar
As histórias que ei-de contar
E que não posso esquecer.

Me encontro só por te ver
A ler o que estou a escrever
E não, se as palavras eu esconder.

Me encontro só por me encontrar.
É no escrever que consigo voar,
Não se estiver presa ao chão.

Me encontro nesta multidão
De palavras e sentimentos
E que expressam os meu tormentos.

Me encontro por encontar
A inspiração para escrever,
Quando já não sei o que falar.

Me encontro ao te encontrar.
(Sim, é de ti que estou a falar!)


Susana Cunha

23 de setembro de 2006

NUNCA PERCAS O TEU LUAR

Noite escura, noite escura
Nunca percas o teu luar.
Lembra-te que pela janela
Podes sempre ver o mar,
Que reflecte a tua imagem
E no fundo, a tua miragem
Faz-me sempre sonhar.

Noite escura, noite escura
Que te perdes nesse mar.
Vejo-te no horizonte,
Vejo-te em qualquer lugar.
E no brilhar das tuas estrelas
Tão belas e pequenas,
Afundo-me nesse mar.

Onde andas noite escura,
Que perdi o teu brilhar?
Já é dia, o sol perdura
E eu esqueço-me de sonhar,
É hora de acordar!
Ai noite escura, noite escura
Nunca percas o teu luar...


SUSANA CUNHA

21 de setembro de 2006

BATES FORTE CORAÇÃO


Coração que se parte
A cada ida,
Que se perde
Em cada ferida.

Coração que sangra
O vermelho sentido,
O sangue que desce
Sozinho, perdido.

Palpita coração,
Que eu sei que estás ai!

Neste sonho de perdição
Tu coração, vais e vens
Enquanto eu fico por aqui.

Sinto o ardor da paixão
Que me aperta o coração,
Porque bates mais e mais?
Bates forte coração...


SUSANA CUNHA

10 de setembro de 2006


Amores, perfeitos, desfeitos
Naquela manhã sublime
Em que olhei para os teus olhos!
Amores sentidos, perdidos
Naquela tarde quente
Em que me dei.


SUSANA CUNHA

29 de agosto de 2006

Não Apetece

Não me apetece mais divagar
Sem rumo, em qualquer lugar.
Não me apetece mais continuar,
A preguiça tomou conta de mim.
Se o que quero é sonhar,
Porque não faço nada
Para me realizar?
Hoje não me apetece ter vontade!
Nem hoje, nem amanhã...
Hoje só me apetece ficar
Na saudade.
Mas tão contrária
Pode ser a vontade,
Não apetece fazer nada,
Que por si só já é uma vontade!!

SUSANA CUNHA

21 de agosto de 2006

LÁGRIMAS...SÃO GOTAS

Curioso...
Num momento de inspiração, ao desabafar a irritação de hoje, deparei-me que há aproximadamente um ano, havia escrito algo sobre o mesmo assunto: «LÁGRIMAS». Aliás, já havia aqui colocado esse poema.
Poderia dar o título de «LÁGRIMAS II» mas a história por detrás deste poema é diferente do «LÁGRIMAS» já que nesse, recuperava duma fantasia perdida.


LÁGRIMAS...SÃO GOTAS
Lágrimas...
São gotas que transportam
Um sonho desfeito,
São gotas que mostram
A tristeza que há no peito,
São gotas que não nos dizem
Nada de jeito
Pois a razão está magoada
Com tanta indiferença
De palavras e sentimentos.
As lágrimas...
São apenas gotas que exibem
Os nossos tormentos,
Os nossos descontentamentos...
Contudo, as lágrimas,
Também podem ser
Gotas de alegria
Dum sonho conquistado
Ou de um amor reencontrado.

SUSANA CUNHA

19 de agosto de 2006



Porque é que ao mínimo percalço, pensam logo que pretendemos desistir? Não é verdade.
Nunca falei em desistir, embora as vezes tenha vontade de o fazer. Se mostro as minhas inquietudes, não é para me dizerem se eu quero desistir. Apenas quero que me oiçam, é o meu desabafo. E se não querem que eu desabafe, então ajudem-me a mudar as coisas, não me mostrem a maneira mais simples para resolver os problemas, porque não é desistindo que os resolvemos. Ao desistir, os problemas vão sempre continuar, pois nunca ninguém vai fazer nada para os resolver.
Parece estranho eu estar a dizer isto, eu que sou apologista da maneira mais rápida e simples de resolver as coisas. Nunca gostei de complicações, nem de confusões. Mas, como sou teimosa, não gosto de desistir, mesmo quando tudo indica que não vale a pena insistir. Custa-me admitir que desisti, que não tentei. É só pensar que o máximo que pode acontecer é falhar e termos de admitir que estávamos errados, agora desistir sem tentar?!
É lógico que estou a falar no sentido figurativo, há coisas que não me importo de desistir como por exemplo, faltar a um exame quando não me sinto preparada, entre outras pequenas coisas.
Mas há uma coisa que nunca deveremos de desistir e é da nossa FELICIDADE. Se não gostarmos de nós quem gostará?

18 de agosto de 2006

O MEU MUNDO

Hoje estive a fazer uma limpeza nas gavetas e descobri um caderno onde havia escrito os meus primeiros poemas. Por uns tempos, tive medo que os tivesse perdido para sempre, quando tive um problema no computador e o disco rigído tinha ido à vida. Mas ainda bem que tenho o hábito de guardar os meus poemas manuscritos à mão e de imprimir os que faço automáticamente, no computador.
Este poema, O MEU MUNDO e que também dá nome ao blog, foi o segundo poema que eu escrevi, desde que descobri esta minha vertente poética.


O meu mundo
O meu mundo são as quatro paredes do meu quarto
São quatro cantos fechados entre si.
Só tem uma porta aberta
E uma janela que visualiza o mundo exterior.
Vivo na incompreensão humana
Acabando por me fechar
Nestas quatro paredes e sonhar,
Sonhar para mim
E para o meu mundo.
Só na solidão do meu mundo
É que sou eu mesma,
Sou o que quero,
Sou o que não quero ser.
Não tenho ninguém
Para me dizer o que é errado
E o que devo fazer!
Porque afinal,
Só no meu mundo,
Que são as quatro paredes do meu quarto
É que eu sou eu mesma
E não sofro pressões de terceiros
Porque só aqui eu sou o que sou
E não o que os outros
Querem que eu seja!


Susana Cunha (11/12/1997)

15 de agosto de 2006

HOJE VENHO DIZER-TE OLÁ

Hoje venho dizer-te olá,
Como se nunca tivesse dito antes
Recomeço a nossa história,
Num sorriso como dantes.

Hoje quero ficar a olhar-te,
A sentir-te sem saber quando ir.
E quando a hora chegar,
Alegre vou-te ver partir

Amanhã vou dizer-te olá novamente
E sentir o tempo parar
Vou-me perder nos teus beijos
E também me encontrar.

Mesmo que amanhã não diga olá
Noutro dia irei dizer
Só não sei é quando
Te tornarei a ver....

Quando é que o tempo volta a parar?
Quando é que me perco de novo no teu olhar?


SUSANA CUNHA

22 de julho de 2006

Alguns dias de descanso

Depois de nos últimos tempos ter passado por algumas provações, a ponto de ter de tomar anti-stressantes, resolvi tirar dois dias de descanso, onde não fiz rigorosamente nada. Se formos a ver, até vão ser três dias porque hoje, a minha mãe faz anos e temos de comemorar. Realmente estava a precisar, já estava que não me entendia!!

Ontem teve um dia em cheio, fui á praia de tarde e à noite, fui para as festas da minha freguesia com uma grande amiga minha (a FS2). Pode-se dizer que há já bastantes anos que não andava de carrinhos de choque. Foi um máximo levar e dar tantos choques HEHEHEHE!!! Acima de tudo diverti-me e não me lembrei dos problemas que tem assombrando a minha vida e que me têm deixado perto de uma depressão.

Espero que estes três dias que tirei para recarregar baterias me façam bem e que não chore depois por os ter tirado, uma vez que o tempo urge e todos os minutos são preciosos para eu estudar. Com isto tudo, também não vejo o meu nino à uma semana. Mas isso são outras conversas.

Melhores dias virão com toda a certeza, o importante é ter pensamento positivo
Fiquem bem!!!!!!

9 de julho de 2006

JAMAIS PERMITA

Não conheço o autor do seguinte texto, mas tem uma certa verdade e apoio quem seguir este conselho


JAMAIS PERMITA
Jamais permita que algum homem a escravize. Você nasceu livre para amar, e não para ser escrava.
Jamais permita que o seu coração sofra em nome do amor. Amar é um ato de felicidade, por que sofrer?

Jamais permita que seus olhos derramem lágrimas por alguém que nunca fará você sorrir!

Jamais permita que o uso de seu próprio corpo seja cerceado. Saiba que o corpo é a moradia do espírito, por que mantê-lo aprisionado?

Jamais se permita ficar horas esperando por alguém que nunca virá, mesmo tendo prometido!

Jamais permita que o seu tempo seja desperdiçado com alguém que nunca terá tempo para você!

Jamais permita ouvir gritos em seus ouvidos. O Amor é o único que pode falar mais alto!

Jamais permita que paixões desenfreadas transportem você de um mundo real para outro que nunca existiu!
Jamais permita que os outros sonhos se misturem aos seus, fazendo-os virar um grande pesadelo!

Jamais acredite que alguém possa voltar quando nunca esteve presente!

Jamais permita que seu útero gere um filho que nunca terá um pai!
Jamais permita viver na dependência de um homem como se você tivesse nascido inválida!
Jamais se ponha linda e maravilhosa a fim de esperar por um homem que não tenha olhos para admirá-la!

Jamais permita que seus pés caminhem em direção a um homem que só vive fugindo de você!

Jamais permita que a dor, a tristeza, a solidão, o ódio, o ressentimento, o ciúme, o remorso e tudo aquilo que possa tirar o brilho dos seus olhos a dominem, fazendo arrefecer a força que existe dentro de você! Sobretudo...

Jamais permita que você mesma perca a dignidade de ser
MULHER
!

Aquário Vasco da Gama

Já vis itei por mais que uma vez o Aquário Vasco da Gama. É um local para se levar a família e amigos e aprender um pouco sobre a vida marin...