28 de março de 2007

Não te posso esquecer



Acordo e todo o dia é a mesma coisa.
Habito neste corpo com cansaço
E vivo no embaraço.
Para onde caminho sem destino,
Sem alma, procurando abrigo?
Gostava de saber
Sem sentir o que estou a perder.
Insisto, contudo, na esperança
No que ainda irei viver.

Não te posso esquecer...


SUSANA CUNHA



(foto: Susana Cunha: Mão)

26 de março de 2007

FALTA DE tEMPO E iNSPIRAÇÃ0

Peço desculpas pela falta de actualização. Mas ando sem tempo e muito aterefada com o mestrado. Assim que poder eu actualizo. Beijos a todos.
Susana

19 de fevereiro de 2007

Por ser uma romântica incontestável...

Nasce a flor branca,
Imponente em suas pétalas
Tão doces e suaves
Tal como a palma da tua mão...

Nasce em dia de sol
Depois da chuva caída,
Sacudindo a gota que persiste
Tal como a lágrima que limpei...

Liberta seu perfume pelos campos,
Transmitindo o aroma da sua grandeza.
Tudo brilha em seu redor
Tal como o meu amor por ti...

Não lhe importa a tempestade que ai vem
A alegria que transmite é maior que tudo,
E só no sorriso que me dás
Perco-me de tudo e esqueço o Mundo.

SUSANA CUNHA

12 de fevereiro de 2007

Não sei o que anda a passar. Ultimamente perdi a graça às coisas. Já nada me importa, já nada me diz alguma coisa. Pareço um zombie neste Mundo. Vou para todo lado, mas chego ao fim do dia deprimida. Acordo alegre e acabo o dia triste, com aquela sensação de inutilidade. É isso, sinto-me inútil. Começo a perder as forças e por muito que eu queira e por muito que eu tente, não consigo desamarrar os nós que deram na minha vida. Sinto-me velha e começo a perder as esperanças de que as coisas vão mudar e que a minha vida vai melhorar.

Está a ficar cada vez mais difícil sonhar...

Talvez tudo isto não passe de uma crise passageira e que por detrás dos espinhos, esteja uma linda rosa e que por detrás de um patinho feio, esteja um belo cisne. Mas está a ser tão difícil esperar e lutar. Perco as esforças e a vontade de viver. Não, não estou com pensamentos suicidas, longe disso, mas apetece-me desistir de tudo.

A realidade é fria e cruel... Somos todos egoístas, só pensamos em nós e esquecemos dos outros. É verdade, não me venham com tretas. Eu sou egoísta às vezes, só penso em mim e sei que magoo, mas custa tanto, quando o contrário acontece, quando somos nós a sentir esse egoísmo. Talvez por isso, devesse-mos ser mais cuidadosos com o egoísmo. Daí o meu lema “Não faças aos outros o que não queres que te façam a ti”.

Melhores dias virão, assim o espero... Não gosto de andar esquisita, nem triste, nem deprimida. Talvez só precise de um pouco de amor, que me dê forças para não desistir. É isso que eu preciso. Sentimento de impotência nunca ajudou ninguém e eu quero deixar de me sentir impotente.

10 de fevereiro de 2007

LUÍS VAZ DE CAMÕES

É talvez um dos poemas mais bonitos de Camões, preferido de muita gente, ou talvez não. Eu adoro este poema e como estamos perto do dia de S.Valentim resolvi "posta-lo" aqui...


"AMOR É FOGO QUE ARDE SEM SE VER;
É FERIDA QUE DOÍ E NÃO SE SENTE;
É UM CONTENTAMENTO DESCONTENTE;
É DOR QUE DESATINA SEM DOER;

É UM NÃO QUERER MAIS QUE BEM QUERER;
É UM SOLITÁRIO ANDAR ENTRE A GENTE;
É NUNCA CONTENTAR-SE DE CONTENTE;
É UM CUIDAR QUE GANHA EM SE PERDER;

É QUERER ESTAR PRESO POR VONTADE;
É SERVIR A QUEM VENCE, O VENCEDOR;
É TER COM QUEM NOS MATA LEALDADE.

MAS COMO CAUSAR PODE SEU FAVOR
NOS CORAÇÕES HUMANOS AMIZADE,
SE TÃO CONTRÁRIO A SI É O MESMO AMOR?

Luís de Camões"

31 de janeiro de 2007

QUERES...?




Queres chorar em segredo?
Então chora...
Queres esconder que tens medo?
Então esconde...

Mas depois volta a ser como eras.

Queres que esteja aqui à espera?
Eu espero...
Queres que não diga mais nada?
Eu não digo...

Mas depois volta a sorrir para mim.

Queres fugir do Mundo?
Então foge...
Queres ficar sozinho?
Então fica...

Mas eu vou estar sempre por aqui,
Estarei sempre perto de ti.

SUSANA CUNHA
Foto de Susana Cunha: Pôr-do-Sol na Costa da Caparica

28 de janeiro de 2007

JA TEREI VIVIDO O SUFICIENTE...

Já terei vivido o suficiente,
Ou ainda não soube o que fazer?
O que ando eu aqui a fazer?
No entanto, devo continuar
Insistente, persistente,
Até me encontrar.
Perdi-me na desilusão,
No sonho acabado
Por falta de emoção.
Quem me roubou os sonhos?
Foi a realidade fria e cruel,
Onde só existe desconfiança
E falta de esperança...
Mas eu não posso perder a esperança.
Apenas me restas tu
E eu vou-me encontrar
Mais dia, menos dia
E voltar a sonhar.

SUSANA CUNHA

22 de janeiro de 2007

Desculpem-me, tenho mesmo andado aterefada

Tenho estado bastante ocupada com o meu trabalho de mestrado que nem tenho actualizado o blog. Peço desculpa.
Prometo que assim que tiver um tempo para dar asas à imaginação, actualizarei o blog com os meus poemas. Sinceramente não tenho tido cabeça para nada.

No entanto, num destes dias disse um basta e dediquei-me a uma das coisas que mais gosto: Escrever as minhas histórias em forma de poesia.


Cantei na saudade
Aquilo que não
Soube dizer...
Contei o segredo
Que não se escondia
Por já se saber...
Corri sem parar
Tentando fugir
Do que não queria sentir...
E no fim,
Por não saber mais
Por onde andar...
Parei e esperei
Que tu me pudesses alcançar.
SUSANA CUNHA

18 de dezembro de 2006

Vêm aí o Natal...

Ainda faltam alguns dias para o Natal, mas em todo o lado já cheira a época natalícia.
Confesso que este ano não estou com o espiríto de Natal e a data só não me passa ao lado devido à já habitual azáfama natalícia. Montar a árvore, comprar os presentes... Pela primeira vez não me guardei para os últimos dias, antes do Natal, para comprar as prendas. Assim evitei "dores de cabeça" nos centros comerciais.
Temo ter perdido a magia do Natal... Tive que me adaptar á sociedade que está cada vez mais consumista nesta época e que parece ter esquecido o verdadeiro espírito de Natal.
Lembro-me, de quando era mais criança, de escrever a carta para o Pai Natal. Embora não fosse possível receber tudo o que pedia, ficava contente, só de desembrulhar os presentes que me eram dados. Hoje em dia, não sabem o que me dar e, ao invés de presentes, dão-me envelopes. Assim, a alegria que sentia no abrir das prendas já pouco acontece. Perde-se o factor surpresa para mais tarde ser eu a comprar as minhas prendas (o que às vezes não acontece porque acabo por ter outros gastos e recambiar o dinheiro para outras coisas).
Mas, o que mais gosto no Natal até nem são as prendas. É o facto de a família estar reunida e, por momentos, se esquecerem as adversidades da vida, enquanto se come o bacalhau... Dou muito valor á família e é talvez por isso que
ainda tenho esperanças que a magia do Natal possa
sempre acontecer até ao último minuto.

QUE TENHAM UM FELIZ NATAL

8 de dezembro de 2006

PORQUE CHORAM OS OLHOS?

Quando o coração sofre,
Porque choram os olhos?
Porque caem as lágrimas
Sem se querer?
Choram os meus olhos
Só por não te ver.
Sabes porque choram
Os meus olhos?
Choram a minha tristeza
Por estar descontente
Deste absurdo sonho
Que já pouco se sente.
Porque choram os meus olhos?
Eles só mostram a saudade
Que está presente,
O sentimento que está ausente...


SUSANA CUNHA

20 de novembro de 2006

A LÁGRIMA QUE TE DOU

Por vezes a inspiração é fruto da melancolia...



A lágrima que te dou,
Caí do meu peito por amor.
A lágrima que te dou,
Chorei-a hoje com a dor.
Esta lágrima salgada
No peito aqui cravada
É lágrima sozinha,
De mal amada.
A lágrima que te dou
Não a queria ter dado
É lágrima de dor
Por não te ter ao meu lado.

SUSANA CUNHA

18 de novembro de 2006

Deixa-me...









Foto tirada por Susana Cunha


Deixa-me morrer
Para depois renascer.
Deixa-me viver
Não me faças sofrer.

Quero apenas desaparecer
Porque não me consigo esconder?

Deixa-me em paz
(Mas não quero que te vás!)
Faz-me sorrir
Sem te ver partir...

Quero apenas ser feliz
Deixa-me ser feliz.


Susana Cunha

6 de novembro de 2006

Mata-me ou Ensina-me a viver



Deixa-me viver
Ou mata-me duma vez!
Estou farta do esconde-esconde
Em que se tornou a minha vida...

Deixa-me morrer
Ou ressuscita-me duma vez
E diz-me apenas o que queres.

Assina a minha sentença de morte
Ou dá-me elixir suficiente
Para a eternidade.

De qualquer das formas,
Acaba com a tortura...
Ou trazes-me a felicidade
Ou deixas-me na saudade.

Entende, não sei viver
Com esta escuridão...

SUSANA CUNHA

5 de novembro de 2006

LONGE DE TUDO

Longe de tudo,
Mais perto de mim.
Percorro o meu mundo
Esquecendo-me do fim.
Deixo-me levar
Pelas asas do vento,
Consigo voar
E o sonho é o meu alento.
Este meu mundo
Que não pára um segundo,
Faz parte de mim...
Bem longe de tudo,
Sinto-me leve.
Longe de tudo,
Onde o “Querer é Poder”
Basta sonhar, perdoar
Enfim... VIVER

21 de outubro de 2006

DÁ-ME TEMPO

Afinal só precisava de tempo para me inspirar


Dá-me tempo

Dá-me tempo
Para me encontrar
E dá-me tempo
Quando eu chorar.
Dá-me tempo
Para eu saber
Quantas coisas
Posso eu estar a perder.
Dá-me tempo
Para eu ver
Se o que tenho
Posso afinal não ter.
Dá-me tempo
Para sentir
E dá-me tempo
Para eu sorrir.
Dá-me tempo
Quando no final,
Só restar tu e eu.
E dá-me tempo
Para me habituar
Que só estás cá
Para me amar!

SUSANA CUNHA

19 de outubro de 2006

Desculpem a falta de actualização do blog, mas ando sem inspiração e sem vontade de escrever. Talvez quando algumas das coisas com que me deparo, ficarem resolvidas, a inspiração volte.

Hoje resolvi deixar uma das minhas muitas músicas preferidas...




Já tem uns anitos, mas sempre gostei dela, faz-me lembrar de muitas coisas :-D

8 de outubro de 2006


Nada melhor do que um convite fora de horas para um destino decidido na hora. Pois é, este Sábado recebi um convite para ir passear, o qual aceitei prontamente e, quando já íamos a caminho, informaram-me que o destino era Évora. Foi uma tarde em cheio.
Arrancamos cá de casa as 13h30 e as 15h, chegamos a Évora. Primeira paragem; Capelinha dos Ossos. Tinha a sensação que era maior, até porque nos cobraram à entrada 1,5€. Depois, como não levávamos connosco nenhum mapa, toca a explorar Évora em busca do Templo Romano (conhecido como Templo de Diana). Após uma meia hora a subir, lá estava ele, imponente na sua grandeza. A última vez que o visitara ainda se podia subir até às suas ruínas, hoje em dia, tal já não é possível. Para cúmulo, eu deixara a minha velha máquina fotográfica em casa e quem tinha digital, esquecera-se das pilhas. Daí surgiu a nossa segunda aventura (a primeira havia sido descobrir onde estava o Templo): encontrar um loja aberta onde houvesse pilhas, o que foi complicado, estava tudo fechado, mas depois de termos descido as ruas, lá encontramos uma aberta. Depois de um lanche na praça do Geraldo e após termos recuperado forças, resolvemos tornar a subir as ruas para tirarmos as ditas fotos. Parecia mal irmos a Évora e não termos uma recordação do Templo, prova de que realmente estivéramos lá.
Desta vez não fui ver as igrejas porque, quem me acompanhava não é grande apreciador de Arte Sacra como eu, fica para a próxima. Não fiquei triste porque já tinha estado em Évora e visto a Sé e o museu de Arte Sacra que existe nele, algo que aconselho vivamente a visitar, é lindo!!!
Por volta das 18h30 já estava de volta na minha casita.
Mas enganem-se se pensam que o dia ficou por aqui! Qual quê, também tenho ideias à última hora por isso, toca a telefonar à minha FS2 para irmos tomar um chá fora de horas no Akbar e assim terminar o dia da melhor maneira.

2 de outubro de 2006

ME ENCONTRO

Ultimamente não tenho actualizado o blog mas tudo tem uma justificação: andei ocupada com os ultimos exames do mestrado.
No entanto, não tenho descurado da minha paixão que são os poemas e entre uma hora e outra, lá vou tendo inspiração para os escrever.



Me encontro

Me encontro nestes versos,
Nas frases que são escritas,
Não nas palavras que são só ditas.

Me encontro ao imaginar
As histórias que ei-de contar
E que não posso esquecer.

Me encontro só por te ver
A ler o que estou a escrever
E não, se as palavras eu esconder.

Me encontro só por me encontrar.
É no escrever que consigo voar,
Não se estiver presa ao chão.

Me encontro nesta multidão
De palavras e sentimentos
E que expressam os meu tormentos.

Me encontro por encontar
A inspiração para escrever,
Quando já não sei o que falar.

Me encontro ao te encontrar.
(Sim, é de ti que estou a falar!)


Susana Cunha

23 de setembro de 2006

NUNCA PERCAS O TEU LUAR

Noite escura, noite escura
Nunca percas o teu luar.
Lembra-te que pela janela
Podes sempre ver o mar,
Que reflecte a tua imagem
E no fundo, a tua miragem
Faz-me sempre sonhar.

Noite escura, noite escura
Que te perdes nesse mar.
Vejo-te no horizonte,
Vejo-te em qualquer lugar.
E no brilhar das tuas estrelas
Tão belas e pequenas,
Afundo-me nesse mar.

Onde andas noite escura,
Que perdi o teu brilhar?
Já é dia, o sol perdura
E eu esqueço-me de sonhar,
É hora de acordar!
Ai noite escura, noite escura
Nunca percas o teu luar...


SUSANA CUNHA

21 de setembro de 2006

BATES FORTE CORAÇÃO


Coração que se parte
A cada ida,
Que se perde
Em cada ferida.

Coração que sangra
O vermelho sentido,
O sangue que desce
Sozinho, perdido.

Palpita coração,
Que eu sei que estás ai!

Neste sonho de perdição
Tu coração, vais e vens
Enquanto eu fico por aqui.

Sinto o ardor da paixão
Que me aperta o coração,
Porque bates mais e mais?
Bates forte coração...


SUSANA CUNHA

Aquário Vasco da Gama

Já vis itei por mais que uma vez o Aquário Vasco da Gama. É um local para se levar a família e amigos e aprender um pouco sobre a vida marin...